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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Autismo na visão espírita

Seja lá como for, não devemos generalizar a causa das doenças a expiações de vidas passadas. E muito menos devemos ver as doenças como sinal de inferioridade moral e/ou intelectual dos espíritos encarnados a que a elas estão sujeitos.

As doenças não genéticas, que são devidas à vida na terra, acontecem por imprudência do homem ou, simplesmente, por vivermos num planeta precário e hostil. A expiação consiste em ter que viver neste planeta, para aqueles que, em encarnações passadas podiam ter trabalhado para ter melhor destino do que o planeta Terra, e não o fizeram. São os repetentes da escola terrestre.

As doenças que são devidas ao corpo em que nascemos, sejam elas logo de nascença ou sejam elas derivadas de predisposições genéticas, têm razões distintas, conforme o grau de maturidade do espírito.

Os espíritos que se recusam a progredir, que não conseguem compreender por si mesmos o beneficio, para eles mesmo, do progresso espiritual, não reencarnam voluntariamente. São obrigados a reencarnar. Os sofrimentos são para eles uma forma de os obrigar a abrir os olhos e de lhe dar um estimulo para ganharem vontade de progredir. Vergados pelo sofrimento, a certa altura da sua vida espiritual, cansam-se e procuram uma solução para não sofrerem tanto. Se as leis de Deus não permitissem isso, esses espíritos vagueariam infelizes para a eternidade, a atormentar os outros que não têm força ou vontade de lhes resistir. Esses espiritos são aqueles a quem a consciência moral não acusa, ou porque não querem ouvir a voz da consciência moral, ou por que não a têm ainda suficientemente desenvolvida.

Os espíritos que, antes de encarnar, já têm noção do que é melhor para si mesmo, pedem uma nova encarnação que seja o mais proveitosa possível. Querem uma nova oportunidade para compreender as lições que se podem aprender em mundos como a terra, pois sabem que não podem ascender a um grau mais elevado e mais feliz, sem ter aproveitamento nas provas dos graus inferiores. Tendo consciência do mal que provocaram a outros espiritos, em encarnações anteriores, procuram reparar o mal que fizeram antes a outros espiritos, com o bem, pois sentem um peso na consciência enquanto não o conseguirem realizar.

Neste caso as doenças serão desafios, obstáculos que se colocam, para que eles os tentem resolver, ou, se isso não for possível, para que aprendem a ganhar paciência e resignação, não imputando a Deus, mas a si mesmos, as suas próprias misérias e compreendendo que está na sua mão ter um futuro melhor, senão nesta encarnação, pelo menos noutras futuras.

Pode acontecer que, por falta de vontade, ou seja, por fraqueza, não consigam alcançar, ligados à carne, os objectivos que tinham previsto, e que uma vaga ou clara intuição lhes indica (ou que os seus guardiões lhes lembram, através do pensamento). Nesse caso voltam a repetir encarnações do mesmo tipo até alcançarem um nível mais elevado e, assim, merecerem melhor sorte.

Os bons espiritos podem encarnar aqui com a dupla missão de reparar, com o bem, prejuizos que tenham provocado, no passado, a outros espiritos, e com a missão de instruir os seus irmãos que ainda não alcançaram o seu nivel moral, com o seu exemplo e/ou com os seus ensinamentos.

No caso destes espiritos, que se reconhecem por não se queixarem de Deus, em circunstância alguma, mas de O louvarem, compreendo que a Ele tudo devem e sentindo-se agradecidos, por isso, a doença é uma forma de de dar o exemplo de força, preserverança, paciência, abnegação. Eles lutam contra a doença, mas não se deixam abater por ela. Algumas das doenças de nascença que mais nos impressionam encontram-se neste tipo de espiritos. Contudo, os espiritos em missão não têm de ser doentes. Alguns escolhem esse meio, outros outros meios.

Enfim, as causas das doenças dos outros são complexas de mais para lhes compreendermos as causas espirituais. É mais a forma como cada um reage à doença que nos indica isso, do que a doença em si.

Por acreditar nisto que acabei de escrever, rejeito liminarmente as tabelas de relações causa-efeito que alguns espíritas divulgam. Nunca vi nenhuma que tivesse em linha de conta a forma como o espírito lhe reage, e essa é uma componente determinante para compreender a causa espiritual da doença.

Entretanto vão surgindo investigadores de grande craveira, que poderão, um dia, contribuir para a explicação mais clara das causas espirituais das doenças, como o Dr. Alexander Moreira de Almeida, por exemplo, se ele continuar com a postura que o caracteriza actualmente, nos seus trabalhos e artigos.

bem hajam

fonte: http://www.forumespirita.net/fe/estudos-mensais/(estudo)-autismo-na-visao-espirita/180/

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