Autismo e espiritualidade são assuntos inéditos e inaudíveis? Por que estes indivíduos carregam consigo um mito quanto ao futuro deles? Por que o preconceito é a maior limitação que o autista pode enfrentar? Existem resgastes encasulados que necessitam de atendimento 24 horas por dia. Muito amor e muita sensibilidade. Trataremos deste assunto neste blog...Autismo: uma leitura espiritual...
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Autista no Além
:: Wilson Francisco ::
O autista é um ser que, por razões internas ou externas não "entrou" no mundo físico.
- Razões internas: são as da essência ou do Espírito: antes de entrar ou conectar-se com o corpo, decide desistir, tem medo, sente-se incompetente para a experiência.
- Razões externas: são as dificuldades no parto, por parte da mãe ou em face de situações pós-parto, como excesso de luminosidade, fórceps, demora ou pelo ambiente inadequado. Enfim há vários fatores que podem levar o nascituro à "recolher-se".
Hellen Wambach, autora do livro Vida Além da Vida, realizou várias experiências com adultos, regredindo-os à vida intra-uterina e constam nos relatórios dos pacientes, a percepção e sensações conseqüentes de que a essência espiritual, antes do nascimento, permanece agregada ou próxima do corpo em gestação, observando e sentindo os efeitos físicos e emocionais tanto da mãe como das pessoas que ali se encontram.
Estas impressões são marcantes e podem ficar em nossa memória por toda a existência, podendo também ser a causa de processos de autismo.
Vejamos as experiências da Dra. Hellen. Nessas, pelo que se vê, o ser/essência nada sofreu, encarando com naturalidade e compreendendo todos processos, mesmo os mais dolorosos.
1º caso - Minha mãe não me desejava. Certa vez tentou abortar e fiquei irado por ocasião do parto, porque ela pretendia divorciar-se do meu pai. Estou agora conscientizado de que parte do meu carma consiste em aprender a amar minha mãe, de qualquer maneira.
2º caso - Ao me ligar ao feto, dava-me conta de que minha mãe estava assustada, de início, posteriormente aceitou o processo com naturalidade.
3º caso - Foi uma experiência forte, não desagradável mas surpreendente, o meu nascimento. Enviei mensagens à minha mãe para que ela encarasse tudo como sensação e não como dor. Percebia, de forma clara, as atitudes das outras pessoas. Eu estava muito feliz por assumir esta vida.
A partir da leitura desse livro e de algumas experiências realizadas em grupos holísticos e espíritas eu introduzi em algumas vivências o exercício de retorno ao útero. Muitas marcas em nosso corpo e alma tem origem no momento da concepção. Este período, o da gravidez e do parto são fundamentais para a saúde física e mental da criança.
Pesquisadores realizaram o protótipo de um laboratório que simbolizava um útero e colocaram autistas, neste ambiente. Ali, eles tinham contato com sons e sensações semelhantes àquelas transmitidas pela mãe para o bebê quando este se encontra dentro do útero, mergulhado no líquido amniótico. A experiência foi de completo êxito, pois as crianças autistas apresentaram reações, tornando-se um pouco mais receptivas.
Realizei experiências semelhantes com um grupo de pessoas sensitivas e outras habilitadas criando através de uma ação mental um útero materno. A resposta da criança autista foi positiva. Envolvido nesse processo, Nick um garotinho autista de 7 anos conseguiu um nível de comunicação satisfatório com o grupo e com o seu avô, que participava da experiência.
De tudo que já li até hoje, o livro Autismo, do prof. Hermínio Miranda é o mais completo. Foi, aliás, a partir da leitura dessa obra que eu fiquei ainda mais interessando no assunto.
Ano passado, pesquisando assuntos para o Curso de Interpretação e Aplicação de Espiritismo que organizei, li o livro Autistas do Além, psicografado por Nelson Moraes, autoria espiritual de Eduardo, narrando o caso de Raul. É interessante e passo para vocês um resumo.
Raul deixara o corpo e aprisionara-se num processo obsessivo com a própria mãe. Espíritos Superiores convocados para cuidar do caso elaboraram um relatório onde informavam que a mãe, Elizete, zelara com excesso pelo filho e este vivera em seu tempo terreno num regime de dependência que lhe enfraquecera o caráter. A tibiez e a falta de vontade predominavam no temperamento do moço.
Em razão disso, na outra dimensão registrava com freqüência e nitidez o desespero da mãe aqui na Terra.
Um dia, vigilantes espirituais não puderam mais conte-lo e ele se evadiu de onde estava para se projetar no mundo físico, agarrando-se, como um menino medroso, à mãe.
Assemelhava-se a uma sombra irradiando ondas mentais e emocionais densas sobre o córtex cerebral da mulher, estabelecendo verdadeira e estranha simbiose.
Naquela situação a intervenção para separar um do outro era perigosa. Afinal, ambos se davam às mãos, espiritualmente, num consórcio energético intenso e dramático.
Espíritos coordenadores vão ao encontro de Elza, sua namorada, quando ainda habitava o mundo físico. Ela se comprometera, durante o sono físico, a ajudar o ex-namorado.
Assessorada, vai ao encontro dele e com o coração nas palavras fala com Raul. Ele estremece, parece ouvi-la, os laços afrouxam. O moço estava prestes a se desligar da mãe. No entanto, esta pressente a situação e com medo de perder o filho querido, agita-se e acorda.
Acordada, Elizete ainda sente o perigo e sabe que pode perdê-lo. Uma onda de pensamentos doentios a invade. É melhor morrer a perder o filho. A iminência de um suicídio põe em sobressalto toda equipe socorrista.
Alteram a estratégia e recorrem a Julia, empregada doméstica de Elizete e que era médium, atuando em um Centro Espírita próximo. Convocada, a mulher aceita o serviço de apoio. Sintonizada vai até a patroa convidando-a a fazer uma oração e a ir ao Centro Espírita. Nada consegue. A mulher não recebe com interesse o apelo da serviçal.
Arquitetam outro plano, novo e audacioso. Adoecer Elisa, a filhinha de Elisete, irmã de Raul. Com a filhinha doente ela se sente culpada por abandonar a menina. Inconscientemente, abre mão do apego ao filho desencarnado e esquece a idéia de suicídio.
Florinda, médium experiente do Centro Espírita, convidada pela empregada vai visitar Elizete e nesse encontro a Equipe Espiritual consegue realizar o desligamento de Raul livrando-o da mãe.
Desligado e sem uma condição satisfatória Raul entra num processo de Autismo, ausentando-se de tudo e de todos. Neste estado é levado a sessão mediúnica para receber auxilio. O universo de energias de amor que ele encontra no momento mediúnico acalenta-o. Sente-se reconfortado, revigorado.
Sintonizado com a médium, Raul vê a ex-namorada oferecendo um universo de carinho e compreensão que restaura suas forças e faz com que ele "volte" à vida.
Com o sucesso do empreendimento os Espíritos Coordenadores encaminham Raul para uma estância localizada na dimensão extrafísica, acompanhado de Elza, a ex-namorada e abnegada servidora.
O que posso dizer, disso tudo, é que a principal causa do autismo seja ele aqui na Terra ou na dimensão espiritual pode ser o desarranjo no sentir, no querer e no doar-se.
Na verdade, o amor é uma força que todos possuímos. Apenas não temos aprendido a aplicá-la. Encontramo-la desequilibrada nas paixões, perturbada no ciúme, transfigurada no ódio, controvertida no egoísmo e sublimada nos anjos.
Como exercício, ofereço para vocês este, que significa um verdadeiro recomeço para que o estágio terreno seja um tempo de paz e alegria em seu coração.
ÚTERO MATERNO - O recomeço
Respire e Inspire. Sinta-se envolvido por uma luz branca, fresquinha que te envolve e conforta. Inspire mais uma vez, iluminando-se internamente.
Visualize sua mãe. Olhe-a com ternura e gratidão. Pense na beleza da vida. Está aí na sua frente a criatura que você escolheu para lhe dar a vida.
Tenha coragem e inteligência para perdoar mágoas e amar intensamente esta criatura divina. Sinta esta energia que te envolve. Deus está presente.
Agora, sinta-se diminuir. Você é um ponto de luz. Sinta-se abraçado, envolvido no corpo de sua mãe.
Mergulhe no útero de sua mãe. É o seu renascimento.
Você está envolvido por uma água aquecida. Há sons em torno de você.
Ouça o bater do coração, o sangue circulando ao seu lado. Você está nascendo. Sinta-se crescer. Os braços, as pernas, a cabeça.
Surge um canal à sua frente. Uma força. Um sopro movimenta seu corpo e você vai para este canal.
Atravessando o canal, surge um campo de flores. Sinta o perfume das flores, o cantar dos pássaros.
Abra os olhos. Você renasceu. Diga: Obrigado, Senhor. Pela vida e pelo corpo. Obrigado, mãe.
http://www.stum.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=2199
Wilson Francisco é Terapeuta Holístico, escritor e médium espírita. Desenvolve o Projeto Mutação, um processo em que faz a leitura da alma da criatura e investigação do seu Universo, para facilitar projetos, sonhos e decisões, descobrindo bloqueios, deformidades e medos que são reprogramados energeticamente. Participe do Projeto Mutação confira seus artigos anteriores
O autista é um ser que, por razões internas ou externas não "entrou" no mundo físico.
- Razões internas: são as da essência ou do Espírito: antes de entrar ou conectar-se com o corpo, decide desistir, tem medo, sente-se incompetente para a experiência.
- Razões externas: são as dificuldades no parto, por parte da mãe ou em face de situações pós-parto, como excesso de luminosidade, fórceps, demora ou pelo ambiente inadequado. Enfim há vários fatores que podem levar o nascituro à "recolher-se".
Hellen Wambach, autora do livro Vida Além da Vida, realizou várias experiências com adultos, regredindo-os à vida intra-uterina e constam nos relatórios dos pacientes, a percepção e sensações conseqüentes de que a essência espiritual, antes do nascimento, permanece agregada ou próxima do corpo em gestação, observando e sentindo os efeitos físicos e emocionais tanto da mãe como das pessoas que ali se encontram.
Estas impressões são marcantes e podem ficar em nossa memória por toda a existência, podendo também ser a causa de processos de autismo.
Vejamos as experiências da Dra. Hellen. Nessas, pelo que se vê, o ser/essência nada sofreu, encarando com naturalidade e compreendendo todos processos, mesmo os mais dolorosos.
1º caso - Minha mãe não me desejava. Certa vez tentou abortar e fiquei irado por ocasião do parto, porque ela pretendia divorciar-se do meu pai. Estou agora conscientizado de que parte do meu carma consiste em aprender a amar minha mãe, de qualquer maneira.
2º caso - Ao me ligar ao feto, dava-me conta de que minha mãe estava assustada, de início, posteriormente aceitou o processo com naturalidade.
3º caso - Foi uma experiência forte, não desagradável mas surpreendente, o meu nascimento. Enviei mensagens à minha mãe para que ela encarasse tudo como sensação e não como dor. Percebia, de forma clara, as atitudes das outras pessoas. Eu estava muito feliz por assumir esta vida.
A partir da leitura desse livro e de algumas experiências realizadas em grupos holísticos e espíritas eu introduzi em algumas vivências o exercício de retorno ao útero. Muitas marcas em nosso corpo e alma tem origem no momento da concepção. Este período, o da gravidez e do parto são fundamentais para a saúde física e mental da criança.
Pesquisadores realizaram o protótipo de um laboratório que simbolizava um útero e colocaram autistas, neste ambiente. Ali, eles tinham contato com sons e sensações semelhantes àquelas transmitidas pela mãe para o bebê quando este se encontra dentro do útero, mergulhado no líquido amniótico. A experiência foi de completo êxito, pois as crianças autistas apresentaram reações, tornando-se um pouco mais receptivas.
Realizei experiências semelhantes com um grupo de pessoas sensitivas e outras habilitadas criando através de uma ação mental um útero materno. A resposta da criança autista foi positiva. Envolvido nesse processo, Nick um garotinho autista de 7 anos conseguiu um nível de comunicação satisfatório com o grupo e com o seu avô, que participava da experiência.
De tudo que já li até hoje, o livro Autismo, do prof. Hermínio Miranda é o mais completo. Foi, aliás, a partir da leitura dessa obra que eu fiquei ainda mais interessando no assunto.
Ano passado, pesquisando assuntos para o Curso de Interpretação e Aplicação de Espiritismo que organizei, li o livro Autistas do Além, psicografado por Nelson Moraes, autoria espiritual de Eduardo, narrando o caso de Raul. É interessante e passo para vocês um resumo.
Raul deixara o corpo e aprisionara-se num processo obsessivo com a própria mãe. Espíritos Superiores convocados para cuidar do caso elaboraram um relatório onde informavam que a mãe, Elizete, zelara com excesso pelo filho e este vivera em seu tempo terreno num regime de dependência que lhe enfraquecera o caráter. A tibiez e a falta de vontade predominavam no temperamento do moço.
Em razão disso, na outra dimensão registrava com freqüência e nitidez o desespero da mãe aqui na Terra.
Um dia, vigilantes espirituais não puderam mais conte-lo e ele se evadiu de onde estava para se projetar no mundo físico, agarrando-se, como um menino medroso, à mãe.
Assemelhava-se a uma sombra irradiando ondas mentais e emocionais densas sobre o córtex cerebral da mulher, estabelecendo verdadeira e estranha simbiose.
Naquela situação a intervenção para separar um do outro era perigosa. Afinal, ambos se davam às mãos, espiritualmente, num consórcio energético intenso e dramático.
Espíritos coordenadores vão ao encontro de Elza, sua namorada, quando ainda habitava o mundo físico. Ela se comprometera, durante o sono físico, a ajudar o ex-namorado.
Assessorada, vai ao encontro dele e com o coração nas palavras fala com Raul. Ele estremece, parece ouvi-la, os laços afrouxam. O moço estava prestes a se desligar da mãe. No entanto, esta pressente a situação e com medo de perder o filho querido, agita-se e acorda.
Acordada, Elizete ainda sente o perigo e sabe que pode perdê-lo. Uma onda de pensamentos doentios a invade. É melhor morrer a perder o filho. A iminência de um suicídio põe em sobressalto toda equipe socorrista.
Alteram a estratégia e recorrem a Julia, empregada doméstica de Elizete e que era médium, atuando em um Centro Espírita próximo. Convocada, a mulher aceita o serviço de apoio. Sintonizada vai até a patroa convidando-a a fazer uma oração e a ir ao Centro Espírita. Nada consegue. A mulher não recebe com interesse o apelo da serviçal.
Arquitetam outro plano, novo e audacioso. Adoecer Elisa, a filhinha de Elisete, irmã de Raul. Com a filhinha doente ela se sente culpada por abandonar a menina. Inconscientemente, abre mão do apego ao filho desencarnado e esquece a idéia de suicídio.
Florinda, médium experiente do Centro Espírita, convidada pela empregada vai visitar Elizete e nesse encontro a Equipe Espiritual consegue realizar o desligamento de Raul livrando-o da mãe.
Desligado e sem uma condição satisfatória Raul entra num processo de Autismo, ausentando-se de tudo e de todos. Neste estado é levado a sessão mediúnica para receber auxilio. O universo de energias de amor que ele encontra no momento mediúnico acalenta-o. Sente-se reconfortado, revigorado.
Sintonizado com a médium, Raul vê a ex-namorada oferecendo um universo de carinho e compreensão que restaura suas forças e faz com que ele "volte" à vida.
Com o sucesso do empreendimento os Espíritos Coordenadores encaminham Raul para uma estância localizada na dimensão extrafísica, acompanhado de Elza, a ex-namorada e abnegada servidora.
O que posso dizer, disso tudo, é que a principal causa do autismo seja ele aqui na Terra ou na dimensão espiritual pode ser o desarranjo no sentir, no querer e no doar-se.
Na verdade, o amor é uma força que todos possuímos. Apenas não temos aprendido a aplicá-la. Encontramo-la desequilibrada nas paixões, perturbada no ciúme, transfigurada no ódio, controvertida no egoísmo e sublimada nos anjos.
Como exercício, ofereço para vocês este, que significa um verdadeiro recomeço para que o estágio terreno seja um tempo de paz e alegria em seu coração.
ÚTERO MATERNO - O recomeço
Respire e Inspire. Sinta-se envolvido por uma luz branca, fresquinha que te envolve e conforta. Inspire mais uma vez, iluminando-se internamente.
Visualize sua mãe. Olhe-a com ternura e gratidão. Pense na beleza da vida. Está aí na sua frente a criatura que você escolheu para lhe dar a vida.
Tenha coragem e inteligência para perdoar mágoas e amar intensamente esta criatura divina. Sinta esta energia que te envolve. Deus está presente.
Agora, sinta-se diminuir. Você é um ponto de luz. Sinta-se abraçado, envolvido no corpo de sua mãe.
Mergulhe no útero de sua mãe. É o seu renascimento.
Você está envolvido por uma água aquecida. Há sons em torno de você.
Ouça o bater do coração, o sangue circulando ao seu lado. Você está nascendo. Sinta-se crescer. Os braços, as pernas, a cabeça.
Surge um canal à sua frente. Uma força. Um sopro movimenta seu corpo e você vai para este canal.
Atravessando o canal, surge um campo de flores. Sinta o perfume das flores, o cantar dos pássaros.
Abra os olhos. Você renasceu. Diga: Obrigado, Senhor. Pela vida e pelo corpo. Obrigado, mãe.
http://www.stum.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=2199
Wilson Francisco é Terapeuta Holístico, escritor e médium espírita. Desenvolve o Projeto Mutação, um processo em que faz a leitura da alma da criatura e investigação do seu Universo, para facilitar projetos, sonhos e decisões, descobrindo bloqueios, deformidades e medos que são reprogramados energeticamente. Participe do Projeto Mutação confira seus artigos anteriores
ESTAMOS DE VOLTA, ACIONANDO O BLOG NOVAMENTE
AGUARDE MUITAS PESQUISAS SOBRE O AUTISMO E O RELACIONAMENTO COM A ESPIRITUALIDADE
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010
A meiga Lucy Santos
Minha experiência com o espiritismo vem de longa data, meu filho apresentava hipotonia profunda e demais características de autismo "encapsulado".Era como um corpo sem ninguém dentro.Além das estimulações feitas em casa, as orações sempre foram feitas em sua presença.Conseguimos que ele evoluisse, ainda que lentamente e aos 4 anos, após cirurgia espiritual ele começou a andar.Tem tido muitos progressos, ainda que falte muito, mas já tem " alguém dentro"!Já entende e tem opinião.Não julgo, mas nada acontece por acaso.Contrariando todas as previsões dos especialistas, ele evolui dia a dia e vai evoluir mais com certeza.Quando houver uma maior integração da medicina, entendendo o ser humano de forma mais completa, com corpo, cérebro e espírito, creio que compreenderemos mais a cerca das muitas patologias.
Lucy Santos
Fonte: Autismo Brasil
Lucy Santos
Fonte: Autismo Brasil
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
FILME NOSSO LAR
Marcos Pinho
Renato Prieto vive o médico André Luiz, que após morrer na Terra vai parar num mundo espiritual
Nos palcos, Renato Prieto já fez 12 de trabalhos de temática espírita, entre eles o sucesso Além da Vida (2008), assistida por quase dois milhões de pessoas. Em nenhum deles, no entanto, o esforço foi tão grande quanto em Nosso Lar, superprodução baseada em livro de Chico Xavier que chega aos cinemas na sexta-feira (3). Na tela, o ator interpreta o médico André Luiz, que após a morte vai para o mundo espiritual que batiza o filme. Para tornar verossímil o processo de transformação do personagem ele precisou emagrecer 18kg.
"18 quilos e 800 gramas", corrige um bem-humorado Renato. "Faço questão das 800 gramas porque no início é dois, sete, nove quilos. Quando chega aos 11 é 11 quilos e 100 gramas. Essas 800 gramas foram as piores de todas", conta ele, que teve um prazo de 50 dias para perder peso a pedido do diretor Wagner de Assis.
As cenas iniciais, ambientadas no umbral (espécie de purgatório), onde André desembarca tão logo desencarna, exigiam a aparência de um naúfrago: magreza e barba e cabelos grandes. A caracterização levava de seis a sete horas. "No tempo que sobrava entre a maquiagem e a filmagem eu dormia. Umas três horas por dia", conta o ator, que ainda fez caminhadas leves para não ganhar musculatura e num processo inverso precisou recuperar de quatro a cinco quilos com o intuito de mostrar a recuperação do protagonista.
Seguidor da doutrina espírita, Renato acompanhou o diretor numa visita a Federação Espírita Brasileira para a negociação dos direitos do livro para o cinema. Mas parou por aí. "Não quis misturar as coisas", lembra ele, que não seguiu nenhum tipo de ritual para atuar. "Tinha feito a peça. Mas por algum motivo eu não fiz o protagonista. Ele (André Luiz) é diametralmente diferente de mim. Com emoções que exigiam uma tensão, uma disciplina muito grande. Para não dispersar eu procurava ficar mais isolado. Precisava saber onde chegar para entender esse personagem, encontrar o foco".
Espírito obsessor
Wagner assistiu Renato no teatro. Numa delas, ao lado da mulher, ela não reconheceu o ator, que interpretava um espírito obsessor. Tempos depois veio a decisão de tê-lo no longa-metragem. "É muito difícil selecionar elenco. Mais do que convocar jogador para a Seleção. Por que jogador você troca, até durante o jogo", admite o cineasta, que faz questão de esclarecer: "Em nenhum momento ser espírita foi pré-requisito para nada nesse filme. Nem ter trabalhado em algo com a temática. Foi única e exclusivamente para contar a história".
Nosso Lar bate nas telas depois dos êxitos de Bezerra de Menezes, com meio milhão de pagantes, e Chico Xavier, de Daniel Filho, que levou quase 3,5 milhões de brasileiros aos cinemas neste ano, numa onda que ainda promete outros títulos. Renato lembra que o assunto é recorrente no cinema, seja em dramas ou comédias, e tenta encontrar uma resposta para o interesse do público por tais filmes. "Acho que existe no inconsciente coletivo uma vontade de saber mais sobre o assunto", argumenta.
Redação Terra
Renato Prieto vive o médico André Luiz, que após morrer na Terra vai parar num mundo espiritual
Nos palcos, Renato Prieto já fez 12 de trabalhos de temática espírita, entre eles o sucesso Além da Vida (2008), assistida por quase dois milhões de pessoas. Em nenhum deles, no entanto, o esforço foi tão grande quanto em Nosso Lar, superprodução baseada em livro de Chico Xavier que chega aos cinemas na sexta-feira (3). Na tela, o ator interpreta o médico André Luiz, que após a morte vai para o mundo espiritual que batiza o filme. Para tornar verossímil o processo de transformação do personagem ele precisou emagrecer 18kg.
"18 quilos e 800 gramas", corrige um bem-humorado Renato. "Faço questão das 800 gramas porque no início é dois, sete, nove quilos. Quando chega aos 11 é 11 quilos e 100 gramas. Essas 800 gramas foram as piores de todas", conta ele, que teve um prazo de 50 dias para perder peso a pedido do diretor Wagner de Assis.
As cenas iniciais, ambientadas no umbral (espécie de purgatório), onde André desembarca tão logo desencarna, exigiam a aparência de um naúfrago: magreza e barba e cabelos grandes. A caracterização levava de seis a sete horas. "No tempo que sobrava entre a maquiagem e a filmagem eu dormia. Umas três horas por dia", conta o ator, que ainda fez caminhadas leves para não ganhar musculatura e num processo inverso precisou recuperar de quatro a cinco quilos com o intuito de mostrar a recuperação do protagonista.
Seguidor da doutrina espírita, Renato acompanhou o diretor numa visita a Federação Espírita Brasileira para a negociação dos direitos do livro para o cinema. Mas parou por aí. "Não quis misturar as coisas", lembra ele, que não seguiu nenhum tipo de ritual para atuar. "Tinha feito a peça. Mas por algum motivo eu não fiz o protagonista. Ele (André Luiz) é diametralmente diferente de mim. Com emoções que exigiam uma tensão, uma disciplina muito grande. Para não dispersar eu procurava ficar mais isolado. Precisava saber onde chegar para entender esse personagem, encontrar o foco".
Espírito obsessor
Wagner assistiu Renato no teatro. Numa delas, ao lado da mulher, ela não reconheceu o ator, que interpretava um espírito obsessor. Tempos depois veio a decisão de tê-lo no longa-metragem. "É muito difícil selecionar elenco. Mais do que convocar jogador para a Seleção. Por que jogador você troca, até durante o jogo", admite o cineasta, que faz questão de esclarecer: "Em nenhum momento ser espírita foi pré-requisito para nada nesse filme. Nem ter trabalhado em algo com a temática. Foi única e exclusivamente para contar a história".
Nosso Lar bate nas telas depois dos êxitos de Bezerra de Menezes, com meio milhão de pagantes, e Chico Xavier, de Daniel Filho, que levou quase 3,5 milhões de brasileiros aos cinemas neste ano, numa onda que ainda promete outros títulos. Renato lembra que o assunto é recorrente no cinema, seja em dramas ou comédias, e tenta encontrar uma resposta para o interesse do público por tais filmes. "Acho que existe no inconsciente coletivo uma vontade de saber mais sobre o assunto", argumenta.
Redação Terra
sábado, 14 de agosto de 2010
AUTISMO SEGUNDO CHICO XAVIER

A lição que passaremos hoje para o papel, não ocorreu propriamente à sombra do frondoso abacateiro onde, habitualmente, Chico Xavier realiza o culto evangélico, em pleno coração da Natureza. O que iremos narrar, tão fielmente quanto possível, ouvimos num sábado à noite no "Grupo Espírita da Prece", logo após o contato fraterno com os irmãos que residem nas imediações da "Mata do Carrinho", o novo local onde as nossas reuniões vespertinas estão sendo realizadas.
Um casal aproximou-se do Chico; o pai sustentando uma criança de ano e meio nos braços, acompanhado por distinto médico espírita de Uberaba. A mãe permaneceu a meia distância, em mutismo total, embora com alguma aflição no semblante.
O médico, adiantando-se, explicou o caso ao Chico: a criança, desde que nasceu, sofre sucessivas convulsões, tendo que ficar sob o controle de medicamentos, permanecendo dormindo a maior parte do tempo; em conseqüência, mal consegue engatinhar e não fala.
Após dialogarem durante alguns minutos, o Chico perguntou ao nosso confrade a que diagnóstico havia chegado.
- Para mim, trata-se de um caso de "autismo" - respondeu ele. O Chico disse que o diagnóstico lhe parecia bastante acertado, mas que convinha diminuir os anticonvulsivos mesmo que tal medida, a princípio, intensificasse os ataques. Explicou, detalhadamente, as contra-indicações do medicamento no organismo infantil. Recomendou passes.
- Vamos orar - concluiu.
O casal saiu, visivelmente mais confortado, mas, segurando o braço do médico nosso confrade, Chico explicou a todos que estávamos ali mais próximos:
- O "autismo" é um caso muito sério, podendo ser considerado uma verdadeira calamidade. Tanto envolve crianças quanto adultos... Os médiuns também, por vezes, principalmente os solteiros, sofrem desse mal, pois que vivem sintonizados com o Mundo Espiritual, desinteressando-se da Terra...
"E preciso que alguma coisa nos prenda no mundo, porque, senão, perdemos a vontade de permanecer no corpo”...
E Chico exemplificou com ele mesmo:
- Vejam bem: o que é que me interessa na Terra? A não ser a tarefa mediúnica, nada mais. Dinheiro, eu só quero o necessário para sobreviver; casa, eu não tenho o que fazer com mais de uma... Então, eu procuro me interessar pelos meus gatos e meus cachorros. Quando um adoece ou morre, eu choro muito, porque se eu não me ligar em alguma coisa eu deixo vocês...
Ele ainda considerou que muitos casos de suicídios têm as suas raízes no "autismo" , porque a pessoa vai perdendo o interesse pela vida, inconscientemente deseja retornar à Pátria Espiritual, e para se libertar do corpo, que considera uma verdadeira prisão, força as portas de saída...
E Chico falou ao médico:
- É preciso que os pais dessa criança conversem muito com ela, principalmente a mãe. É necessário chamar o Espírito para o corpo. Se não agirmos assim, muitos Espíritos não permanecerão na carne, porque a reencarnação para eles é muito dolorosa.
Evidentemente que não conseguimos registrar tudo, mas a essência do assunto é o que está exposto aqui.
E ficamos a meditar na complexidade dos problemas humanos e... na sabedoria de Chico Xavier.
Quando ele falava de si, ilustrando a questão do "autismo", sentimo-lo como um pássaro de luz encarcerado numa gaiola de ferro, renunciando à paz da grande floresta para entoar canções de imortalidade aos que caíram, invigilantes, no visgo do orgulho ou no alçapão da perturbação.
Nesta noite, sem dúvida, compreendemos melhor Chico Xavier e o admiramos ainda mais.
De fato, pensando bem, o que é que pode interessar na Terra, a não ser o trabalho missionário em nome do Senhor, ao Espírito que já não pertence mais à sua faixa evolutiva?!
O Espírito daquela criança sacudia o corpo que convulsionava, na ânsia de libertar-se...
Sem dúvida, era preciso convencer o Espírito a ficar... Tentar dizer-lhe que a Terra não é tão cruel assim... Que precisamos trabalhar pela melhoria do homem...
http://espiritismo-br.blogspot.com/2009/07/victor-passos-autismo-integrar-ou.html#comment-form
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Autismo e a recriação espiritual
Muitos autores afirmam que quando uma pessoa morre, seja assassinada, mutilada ou suicida (de modo geral e outros) apresentam quando espírito uma deformidade na forma não física. Exemplificando, a pessoa é assassinada por um disparo fatal no rosto e quando reaparece na forma de espírito o "rosto" continua deformado por causa daquele disparo.
De fato ha uma certa verdade, mas aparente, pois aquela deformidade apos a morte se dá pela recriação da ultima imagem (invólucro) como ser-humano no ultimo momento daquela conexão. Por medo, apos a morte "a pessoa" recria, reproduz, imagina que seu espírito tem forma e aparência; E que aparência seria essa? a do ultimo elo de conexão, o corpo e a forma de um ser-humano. É partindo desse pressuposto que partindo daquele cisma e ansiedade vivente no memento do assassinato que o espírito reproduz quase fielmente a formidade do seu corpo, dando imagem e forma ao espírito na semelhança do corpo humano.
É nesse contexto que a deformidade é recriada, a conexão entre o ultimo elo de conexão e o Status espiritual ( "a realidade que o espirito deseja recriar, enxergar, vivenciar") cria o seu semblante espiritual, cria sua forma como querem ser enxergados. Pode-se ir muito alem disso, ampliando a complexidade desse pressuposto não so a parte "física" mas de outros Status, como estado espiritual emocional, a realidade concreta, o inferno aparente, o universo particular saudável ou infernal.
O espírito não tem forma, poderia asumir qualquer forma seja alienígena ou naturalmente humano, o ultimo elo de conexão determina a sua forma e seu contornos.
.....................................................................................
Forum Espírita
Perguntamos?
Como seria a recriação post mortem do espírito do autista...
Alguém poderia nos responder?
De fato ha uma certa verdade, mas aparente, pois aquela deformidade apos a morte se dá pela recriação da ultima imagem (invólucro) como ser-humano no ultimo momento daquela conexão. Por medo, apos a morte "a pessoa" recria, reproduz, imagina que seu espírito tem forma e aparência; E que aparência seria essa? a do ultimo elo de conexão, o corpo e a forma de um ser-humano. É partindo desse pressuposto que partindo daquele cisma e ansiedade vivente no memento do assassinato que o espírito reproduz quase fielmente a formidade do seu corpo, dando imagem e forma ao espírito na semelhança do corpo humano.
É nesse contexto que a deformidade é recriada, a conexão entre o ultimo elo de conexão e o Status espiritual ( "a realidade que o espirito deseja recriar, enxergar, vivenciar") cria o seu semblante espiritual, cria sua forma como querem ser enxergados. Pode-se ir muito alem disso, ampliando a complexidade desse pressuposto não so a parte "física" mas de outros Status, como estado espiritual emocional, a realidade concreta, o inferno aparente, o universo particular saudável ou infernal.
O espírito não tem forma, poderia asumir qualquer forma seja alienígena ou naturalmente humano, o ultimo elo de conexão determina a sua forma e seu contornos.
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Forum Espírita
Perguntamos?
Como seria a recriação post mortem do espírito do autista...
Alguém poderia nos responder?
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